quinta-feira, 2 de junho de 2011

Participação!


Nos dias 30 e 31 de maio de 2011, Solange Berloffa - Presidente do CMDCA de Pedra Azul, Maria Aparecida (“Cida”) Representante da Secretaria Municipal de Educação e Roberto Cardoso Articulador do Selo UNICEF de Pedra Azul, participaram da Capacitação com o Tema: Participação Social promovida pela UNICEF no município de Itaobim.



Nesta Capacitação foram discutidos os seguintes sub-temas:

Participação Social: Educação para a Convivência com o Semiárido;

Participação Social: Esporte e Cidadania

Participação Social: Cultura e Identidade – Comunicação para Igualdade Étnico-racial.

Segundo a Presidente do CMDCA de Pedra Azul/MG “... a capacitação foi ótima e que através desta participação eu pude perceber a grandiosidade desta estratégia e que para o nosso município ganhar o Selo UNICEF município aprovado, será necessário a mobilização de toda comunidade e das secretarias, através de ação conjunta para que assim possamos realmente garantir direitos de meninos e meninas...”.









Novo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Pedra Azul - MG.


No dia 27 de maio de 2011, às 18 horas o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Pedra Azul – MG reuniram em Assembléia Extraordinária para apresentação e eleição do novo Conselho Diretor para o mandato de 02 anos.

A Escolha do Conselho Diretor foi realizada através de aclamação, ficando os seguintes nomes eleitos:

Mesa Diretora:

Presidente: Solange Paula Tejada Berloffa - Representante Governamental
Vice-Presidente: Sulian Alves da Silva – Representante Sociedade Civil

Secretaria: Roberta Oliveira Santos - Representante Governamental
Vice-Secretaria: Ione Pinheiro Silva - Representante Governamental

Tesoureiro: Ronaldo Mendes de Figueiredo Filho – Representante da Sociedade Civil



Demais Conselheiros de Direito da Criança e do Adolescente:

Cássia Rodrigues - Representante Governamental ;
Charliane Corte de Oliveira - Representante Governamental;
Ana Paula de Oliveira Ramos - Representante Governamental;
Tatiane Ferraz dos Santos - Representante Governamental;
Paula Santos Lima - Representante Governamental;

Elza Oliveira Barbosa – Representante Sociedade Civil;
Danilo de Souza Leite - Representante Sociedade Civil;
Marli de Oliveira Silva Faustino - Representante Sociedade Civil;
Eliene Rodrigues da Silva - Representante Sociedade Civil;
Carmozina de Almeida Ramos - Representante Sociedade Civil;
Gisele Martins Barbosa Alves - Representante Sociedade Civil;



Após as indicações ficou agendada a próxima reunião para o dia 08 de junho de 2011 (quarta feira)  às 18:00 Horas na sede do CEDEDICA-VALE (ao lado do Quartel de Policia Militar).

terça-feira, 17 de maio de 2011

Muito além da denúncia

Para especialistas, a mobilização contra o abuso e a exploração sexual infantojuvenil não deve somente incentivar a denúncia

do Portal Pró-Menino
Murillo Magalhães

Dados recentes do Disque 100, serviço da Secretaria de Direitos Humanos que recebe denúncias de violações de direitos humanos, mostram um crescimento das denúncias de violência sexual infantojuvenil em todo o Brasil. De janeiro a março deste ano foram contabilizados cerca de 4200 registros de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes gerados a partir das denúncias feitas ao serviço. O volume deste ano é cerca de 35% maior na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram apresentados 3125 registros.

Segundo a Secretaria de Direitos Humanos, todas as denúncias, uma vez recebidas, são encaminhadas num prazo máximo de 24 horas para as autoridades locais. “Porém, em alguns casos, principalmente em cidades isoladas, a fragilidade dos órgãos responsáveis, como o Conselho Tutelar, pode dificultar o encaminhamento da denúncia”, explica Leila Paiva, coordenadora do Programa de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes da Secretaria.

Porém, o combate ao abuso e a exploração sexual não termina na denúncia. “A denúncia, em qualquer circunstância, é importante. Porém, existe o problema de que não necessariamente ela irá se transformar em uma notificação ou em um atendimento”, explica a socióloga e especialista Graça Gadelha. Além disso, a existência de um alto número de denúncias em um determinado local não significa que nessa região o problema seja mais combatido. “Depende da mobilização local, do nível de conscientização das pessoas em relação a essa situação, dos graus de banalização e naturalização do problema”, complementa a especialista.

Uma alternativa às atuais campanhas de mobilização, voltadas à divulgação do disque-denúncia, seria o incentivo ao trabalho continuado nos municípios. “É preciso responsabilizar o agressor, incluir o menino na escola, acompanhar a família, etc. Para isso, as campanhas precisam ser permanentes, articuladas, animadas e desenvolvidas dentro das redes locais e municipais de enfrentamento”, opina Maria Lúcia Pinto Leal, especialista da área e fundadora do Grupo de Pesquisa sobre Violência, Tráfico e Exploração Sexual de Crianças, Adolescentes e Mulheres (Violes) da Universidade de Brasília (UnB).

Nesse sentido, um bom exemplo, é o projeto Ação Proteção, desenvolvido pela Fundação Telefônica, que conta com a participação de profissionais da rede local de 30 municípios do estado de São Paulo. A iniciativa começou em 2010 com uma capacitação desses profissionais em torno da questão do enfrentamento do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes. Agora, a partir de 2011, essas mesmas pessoas participarão do desenvolvimento de planos de ação em seus municípios.

Outro enfoque desse projeto é a divulgação da causa nos principais veículos de comunicação, canais de televisão e rádio dos municípios participantes, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para a problemática e convidá-la a fazer sua parte como integrante da rede de proteção, acionando o conselho tutelar e demais agentes públicos.

sábado, 9 de abril de 2011

Denuncie. A bola está com você!

A Secretaria de Direitos Humanos (SDH/PR) lançou no final de fevereiro uma campanha nacional para o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes. Durante o Carnaval, a mobilização estará presente em 17 capitais brasileiras, mas a proposta é tornar-se algo permanente, com ações durante todo o ano. Segundo Carmen de Oliveira, Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, "a idéia é utilizar o Campeonato Brasileiro de Futebol também como um momento de apresentação dessa campanha (...)e preparar uma agenda muito forte com este tema para a Copa do Mundo". 
 
Para o Carnaval, estão programadas ações de distribuição de peças impressas com a arte da campanha “Tem coisas que não dá para fingir que não vê. Violência sexual contra crianças e adolescentes é crime. Denuncie. A bola está com você”, além da utilização de espaços de rádio, televisão e mídia impressa.O objetivo é sensibilizar a sociedade para ajudar a diminuir a incidência de casos de violência sexual infantojuvenil por meio da denúncia a serviços como o Disque 100 - Disque Direitos Humanos.
 
Para mais informações e para ver os materiais, visite  http://www.direitoshumanos.gov.br/

ECA 2011 - 2020

Aprovado em 13 de julho de 1990, no ano passado o ECA completou 20 anos. Em torno dessa data, muito se debateu, se discutiu, se polemizou, abordando aspectos sérios, substantivos e também os estandartes e as picuinhas de sempre, usados como bandeirolas pelos detratores do Novo Direito, acenando-os em todas as ocasiões que lhes pareçam propícias.
 
Estamos agora adentrando o terceiro decênio dessa conquista em favor da população infantojuvenil, que refletiu no Brasil, na América Latina e em outras partes do mundo. Penso que chegou a hora de mudarmos de maneira radical e profunda o modo de ver, entender e agir dos verdadeiros promotores e defensores do desenvolvimento pessoal, social e produtivo das novas gerações: crianças, adolescentes e jovens.
 
Muitos de nós hão de estar se perguntando: “concordo com esse caminho, mas como fazer isso?”.
 
O primeiro passo é mudarmos a nossa maneira de pensar os novos avanços e tirar desse pensamento instrumentos que nos permitam destruir as trincheiras e delas desalojar os adeptos da Situação Irregular. Aprendemos a defender nossos adolescentes do abaixamento – não da idade da responsabilidade penal – mas, da idade de imputabilidade penal, evitando assim que eles ingressem precocemente no Sistema Penal de adultos, que é uma farsa ridícula e vergonhosa, indigna de qualquer país que se pretenda civilizado.
 
Dispomos de um arsenal consistente, capaz de reduzir à mediocridade os que cobram a redução da idade do adolescente no mundo do trabalho regular e remunerado, em nome do combate à delinquência e do reforço às estratégias de incremento à sobrevivência familiar.
 
Assim, poderíamos elencar uma série de avanços conceituais e práticos: 
§ O combate à prostituição, violência e exploração sexual na família e fora dela;
§ A ofensiva contra toda forma de tráfico nacional e internacional de crianças, negligência, violência, crueldade e opressão na família, na escola e em outros âmbitos da vida social.
Por que jogamos apenas na defensiva como se fossemos uma imensa massa de zagueiros? Por que não partimos sem hesitação e sem meios termos para o ataque a essas e a todas as demais formas de defesa do indefensável? Por que não obrigamos essas aves de rapina a combaterem à luz do dia? Por que aceitamos sua marcha na contramão da história, como se fosse algo merecedor das nossas atenções, recursos e energias?
 
Penso que estamos aceitando jogar o jogo deles e não impor a nossa própria estratégia. Enquanto fizermos isso seremos apenas vitrines e eles os lançadores das pedradas. Esta é uma situação, que pode, deve e merece ser invertida. Se isto não for feito, a terceira década do Estatuto será a repetição das duas primeiras. E este, para nós, as crianças e os jovens, será o pior dos mundos possíveis.
 
Em razão disso, meu primeiro artigo de 2011, pode ser resumido numa palavra de ordem de sólida objetividade: ATACAR! ATACAR! ATACAR!
 
Se não fizermos isso, em vez de construir o futuro, passaremos a terceira década do ECA e, talvez o resto do século, nos defendendo de um fantasma que nada tem de camarada. Ao contrário: joga baixo, ataca por trás e, principalmente, explora a falta de cultura cidadã do nosso povo, para induzi-lo a combater o ponto de vista e os interesses das crianças, adolescentes e jovens, que são os portadores do futuro de cada família, de cada povo e da humanidade.
 
Assim, entendo que deveremos mapear os motivos subjacentes a essas argumentações falaciosas, pô-los a nu e não perder nenhuma oportunidade de expô-los de maneira clara, concisa e didática à opinião pública. Só assim seremos capazes de dar a ver a todos que o rei, além de morto, está nu. Por que, então, desperdiçar com ele uma década que se anuncia como portadora de tantas esperanças para nós, brasileiros?

Texto: Antonio Carlos Gomes da Costa
Foto: Camila de Souza
Fonte: promenino

A Análise da Situação da Criança e do Adolescente

O primeiro passo do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, no cumprimento de seu mandato de formular a política de atendimento aos direitos da população infanto-juvenil, é, sem dúvida alguma, promover a análise da situação desse segmento da população, objetivando saber em que ponto o município se encontra nesse campo e para onde se faz necessário caminhar ao longo dos próximos anos.

Esta é uma tarefa de natureza basicamente técnica. Trata-se, porém, de um pré-requisito fundamental para que o município possa desenhar sua política, atendendo realmente às necessidades mais sentidas de suas crianças e jovens. Os próprios membros do Conselho poderão realizar tarefas como construir uma comissão, em termos de capacidade e disponibilidade, para dedicar-se a essa atividade, ou poderão, ainda, recorrer ao apoio técnico de organizações governamentais ou não-governamentais com atuação e competência nesta área.

O diagnóstico visa levantar a situação das crianças e adolescentes no município em relação ao atendimento de seus direitos consagrados na Constituição e nas leis. Por meio dele, é possível obter uma visão dos principais problemas, tanto em termos de cobertura (atendimento/desatendimento), quanto no que diz respeito à efetividade das ações desenvolvidas em favor da população infanto-juvenil.


Para realizar a análise de situação, devemos definir as áreas a serem diagnosticadas (políticas sociais básicas, assistência social, proteção especial e garantias), qual a indagação básica (pergunta geradora) em relação a cada área, quais os indicadores que nos permitem saber o que está acontecendo, quais as informações necessárias para construir esses indicadores, e como e onde buscar essas informações.

Uma vez delineado o quê e como queremos saber, a etapa seguinte é a coleta das informações, a ordenação e comentário analítico do material obtido e a elaboração e divulgação do relatório final da análise de situação da criança e do adolescente no município.

A situação econômica, os dados demográficos e territoriais, as condições sanitárias, as condições de habitação e as formas de organização social da cidade são informações que devem introduzir e emoldurar os elementos e ações em favor das crianças e adolescentes.

No âmbito mais estrito da atenção infanto-juvenil, a análise de situação deve abranger:

  • Os níveis de atendimento às necessidades básicas nas áreas de saúde, educação, cultura, lazer, esporte e profissionalização;


  • As condições de assistência àqueles que se encontram em estado de necessidade por falta de alimentação, vestuário, abrigo e outras condições mínimas de bem-estar e de dignidade;

  • A existência e as formas de proteção especial às vítimas de abandono e tráfico, de abuso, negligência e maus-tratos na família e nas instituições, as crianças e adolescentes que vivem e trabalham nas ruas, as envolvidas em exploração laboral, drogadição, prostituição e em conflito com a lei;


  • A situação das garantias à liberdade, ao respeito e à dignidade das crianças e adolescentes em face do sistema de administração da justiça juvenil e de outras instâncias da sociedade e do Poder Público.

  • Onde buscar essas informações? As fontes são múltiplas. Elas abrangem o exame das estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos dados e informações existentes nos órgãos de pesquisa e nas secretarias e órgãos estaduais voltados para o planejamento e a execução das políticas sociais, das secretarias, dos Conselhos Tutelares e outros órgãos municipais com atuação nesta área, das organizações não-governamentais, dos especialistas e das pessoas com atuação reconhecida e expressiva em favor da criança e do adolescente, das polícias civil e militar, da Justiça da Infância e da Juventude, e das próprias crianças e adolescentes, assim como de suas famílias.

    Os procedimentos que podem ser adotados para se obter as informações necessárias são igualmente numerosos e variam conforme a situação, a natureza das fontes, o nível de detalhamento pretendido e as condições de acesso ao que se pretende. Eles vão desde a análise de documentos até a observação direta de um determinado fenômeno, passando pelos questionários, entrevistas, estudo de casos, dramatização, histórias de vida e outros.

    A elaboração do relatório deve proceder à descrição e organização das informações obtidas, indicando os vazios de cobertura em cada área e aqueles setores em que as ações existentes não se estão revelando adequadas e eficazes. A estrutura do relatório deve ser lógica, e sua linguagem a mais clara e acessível.

    Além dos conselheiros governamentais e não-governamentais e das autoridades do Executivo, vereadores, técnicos, lideranças privadas, trabalhistas, religiosas e comunitárias, enfim, todas as pessoas que se interessem pelo conteúdo do relatório devem ter acesso a ele. Entendemos, ainda, que a apresentação inicial do relatório deve ser feita num seminário amplo e aberto à participação de todas as forças vivas da sociedade local.

    Texto: Antonio Carlos Gomes da Costa
    Foto: Camila de Souza